- Agora vamos terminar o inquérito e levar ao juiz.
Segundo Oliveira, o médico e as enfermeiras que atenderam o garoto no hospital Tatuapé ainda disseram que o menino contou que a mãe jogou álcool em seu corpo e depois ateou fogo. Isso teria ocorrido, de acordo com o garoto, depois que ele rasgou o sofá da casa em que estavam.
Em sequencia, o menino ligou o chuveiro para tentar apagar as chamas. O menino ainda não prestou depoimento, já que continua internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o garoto teve 27% do corpo queimado. Ele sofreu ferimentos em toda a parte da frente do corpo, rosto, tronco e membros, além das vias respiratórias.
O soldado Marcelo de Melo, que atendeu a ocorrência, afirmou que a criança disse foi queimada pela mãe porque não quis desligar a TV e ir dormir. A versão do crime foi confirmada, ainda segundo o PM, pela irmã do garoto, de três anos.
Policiais militares que foram até o local disseram ter encontrado o padrasto dentro do carro com a criança pronto para levá-la ao hospital. A mulher tinha sinais de embriaguez e foi presa.
Versão da mãe
A suspeita contou que estava no quintal da casa quando ouviu o pedido de socorro do filho, que estava no quarto. O padrasto contou que estava dormindo e também teria despertado quando o menino começou a gritar.
A mulher não soube explicar o que teria acontecido com o filho. A polícia encontrou um frasco de álcool no quarto onde ele estava.
A mãe relatou ainda que levou a criança ao banheiro e jogou água no corpo dela. A mulher contou que quis passar uma pomada nos ferimentos, mas o marido achou melhor levar o menino ao hospital.
Assista ao vídeo:

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